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jornalistas independentes?

Acreditamos que os próximos anos serão decisivos para a frágil e recente democracia brasileira. A escalada do autoritarismo ameaça não só a direitos conquistados nas últimas décadas, como enfraquece - através da manipulação de informações e de táticas intimidatórias - nossa liberdade de imprensa e acesso à informação, pilares centrais da democracia.

Em um contexto onde a mídia tradicional vive uma crise ética, financeira e de valores, temos um desafio: como potencializar um fazer jornalístico crítico, com voz ativa e independente de interesses de partidos e grandes grupos econômicos? Como fazer com que o jornalismo cumpra a sua função social e sirva a sociedade civil?

Para nós, a resposta está em criar uma força onde as pessoas financiam diretamente um jornalismo plural, descentralizado, que informa, apura, desvenda e revela os meandros do poder e os fatos relevantes para a sociedade. Um jornalismo que aproxima jornalista e leitor.  

Dúvidas?

A Multidão vai financiar somente projetos que critiquem o governo Bolsonaro?

De forma alguma. O compromisso do jornalismo é com a sociedade civil, e não com o antagonismo a um governo, qualquer que ele seja. O jornalismo é um instrumento social para garantir acesso público à informações relevantes, sensíveis. Para isso, integridade, coragem, apreço pela veracidade dos fatos e  independência editorial são características extremamente necessárias para que o jornalismo cumpra sua função social. Queremos que a Multidão seja um terreno comum para uma diversidade de pessoas e visões que busquem no jornalismo uma ferramenta construtiva, que não só traga à tona os problemas do Brasil, mas também aponte soluções, e dê a atenção devida a elas.

O  mundo está diante de uma ruptura, uma transformação extrema na maneira como as pessoas consomem informação e formulam suas opiniões. Fake News, manchetes caça cliques, memes que são tratados como verdades, fatos omitidos. Todos esses elementos geram campo fértil para forças anti-democráticas se apropriarem do espaço público de discussão e criarem dificuldades para que informação de qualidade circule.

A desinformação é, antes de tudo, um projeto de poder. Num país onde mais de 30 milhões de pessoas vivem em desertos de informação e onde a rejeição a democracia atingiu índices históricos, com apenas 34% dos brasileiros preferindo a democracia a qualquer outra forma de governo, trabalhar para que o jornalismo se fortaleça é um dever de todos nós.

A Multidão é associada a algum partido político?

Não. Somos um movimento apartidário, iniciado pelo Catarse, uma empresa existente desde 2011 no Brasil, que reuniu mais de 550 mil pessoas que, juntas, distribuíram cerca de 92 milhões de reais para projetos de diversas categorias. Ter uma empresa no Brasil não é uma tarefa simples, como você deve imaginar. Mesmo assim, em todo nosso tempo de atuação não recebemos investimento algum. O Catarse é completamente independente e desejamos que a Multidão trilhe o mesmo caminho. Queremos ser plurais, diversos e abrangentes. Não negamos a política e entendemos que os partidos políticos são importantes instituições de sociedades democráticas. No entanto, a Multidão se propõem a ser um movimento da sociedade civil, que trata da política do cotidiano, aqui na forma de apoio a um importante instrumento democrático: a liberdade de imprensa.

Que tipos de projetos e atividades serão financiados com os recursos da Multidão e como os assinantes vão participar desse processo de escolha?

Ainda estamos construindo uma série de coisas. Acreditamos que é extremamente importante saber se adaptar conforme o caminho se revela. Ou seja, o que está escrito aqui, no que diz respeito às mecânicas (não em relação aos valores nucleares), pode mudar caso a comunidade siga para determinadas direções. Mas como proposta inicial, desejamos que temáticas, com escopos diversos, entrem na Multidão: Política, Segurança Pública, Direitos Humanos, Movimentos identitários e culturais, Meio ambiente, Inclusão Social e Checagem de fatos.

Como será o processo de transparência na gestão dos recursos da Multidão?

No momento a Multidão ainda está validando uma série de coisas, inclusive seu modelo de negócio. Os detalhes específicos do processo ainda não estão definidos. Estamos justamente construindo a Multidão a partir de um diálogo que se estabelecerá entre a comunidade. Criaremos mecanismos para coletar opiniões, dúvidas e sugestões. No entanto, podemos afirmar que transparência é um princípio fundador do movimento. Independente de qual seja a maneira escolhida para comunicar como a gestão de recursos será realizada, pode ter certeza que ela será feita de tal modo que a informação seja acessível e frequente, para que você, como assinante da Multidão, tenha o seu direito de acesso à informação sempre respeitado.

Mobilizadores da Multidão

O que importantes organizações de jornalismo estão falando

Por que estamos criando a Multidão?

Desde o lançamento do Catarse, em 2011, cerca de 546 mil pessoas já apoiaram projetos na plataforma. Foram mais de 90 milhões de reais destinados a iniciativas de arte, educação, quadrinhos, ativismo, jogos, produtos, design, livros, pesquisa, solidariedade e conhecimento, que prosperaram e uniram pessoas em torno de projetos e causas comuns. Chegamos até aqui sem qualquer tipo de investimento externo, apoiados em nossa paixão por tudo de lindo e de vibrante que vimos acontecer nesses anos.

Queremos manter esse trabalho por muito mais tempo.

Mas essa continuidade só é possível em um país saudável. Em um país onde temos um abismo social que gera desigualdades, onde artistas e professores são cada vez mais destratados e negamos o racismo em nossa sociedade, algo está errado. Em um país onde causas importantíssimas são tratadas como "coitadismo", discursos bélicos ganham espaço e diversas formas de violência partem de representantes políticos, é preciso agir para mudar.

É preciso se aglomerar, respeitando diferenças e cultivando diversidades. É preciso produzir e trabalhar muito para reverter esse quadro.

A Multidão será um fundo de fomento a iniciativas de resistência, de mudança, de inovação. Começamos pelo jornalismo, pois acreditamos que o primeiro passo é esse: o fortalecimento de mecanismos democráticos através de informação apurada, séria, plural e livre.

Mas iremos além, e outros fundos de fomento virão. Se você se identifica com essa causa, nos ajude a construir a Multidão.

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